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A pior versão de um Líder.


    Pessoas autoritárias adoram arrotar imposições, exibir caprichos, provocar conflitos; com o poder de um rei, alguns já abandonaram a arte de influenciar, apegando-se aos deleites da vaidade, aos engodos da bajulação e às manipulações que lhe são convenientes. Seja na sociedade, na política ou mesmo na religião, a pior versão de um líder é quando ele se comporta como humilde e honrado na frente de todos, mas, por trás, não passa de um déspota, narcisista e aproveitador.


Pr. Elder Morais.
Artigo sobre Os Desafios da Liderança Cristã Intermediária.

Por que a liderança cristã intermediária é tão desafiadora?

O exercício da liderança em todos os segmentos já é por si só um grande desafio, agora acrescente a isso a busca pelo chamado e serviço voluntário na obra de Deus, ou seja, no exercício da liderança cristã. Se as imposições de quem paga para poder exigir ou os ócios de ofício de quem recebe para poder cumprir se assemelham em suas ações e até em seus resultados, como despertar submissão, espontaneidade e diligência nos corações daqueles que exercem a liderança cristã?  Falo isso porque é comum encontrar pessoas almejando “salário”, quando na verdade, deveriam desfrutar da recompensa. Enquanto o salário se refere a um contrato de troca ou acordo com direitos e obrigações, o galardão carrega o sentido de reconhecimento do mérito, ligado à boa vontade e diligência. Essa é a diferença entre o CEO de uma instituição, que meramente cumpre o acordo, e o Senhor da obra, que recompensa segundo as obras de cada um.

 

Estar entre o líder e o liderado é realmente desafiador, pois conciliar submissão e autoridade exige renúncia e ao mesmo tempo firmeza. Enquanto na renúncia você paga o preço, no exercício da autoridade a mesma não pode ser negociada. Não estou falando de autoritarismo, mas de influenciar com autoridade, dando exemplo, estando junto, não meramente ordenando. Quando vejo pessoas que, por causa de cargos, buscam honras para si, ou, por causa de títulos, negociam princípios morais e éticos usando de conveniências ou bajulação, buscando a todo custo uma forma de ser notadas, me pergunto: Que tipo de “recompensa” estão buscando? A quem estão servindo?  A Cristo, aos homens ou ao próprio ventre?

Se de um lado somos liderados ou lideramos pessoas sérias, competentes, dedicadas, ainda assim, reconhecem as suas limitações, procurando melhorar, crescer ou aprender, do outro lado, infelizmente, é comum lidar com pessoas “embriagadas” pela autopromoção, presunção ou puro exibicionismo, onde a necessidade de aparecer ou ser vista se torna maior que a sua competência. Lideranças viciadas em bajulação ou liderados manchados pela lisonja tendem a fracassar terrivelmente. Não é uma questão de mera opinião, mas uma triste constatação nos dias atuais. Pense um pouco, se na liderança “secular”, seja ela social ou institucional, temos princípios e diretrizes que as direcionam, o que dizer da liderança cristã, cujos fundamentos estão elencados nos ensinos e legado do Senhor Jesus?  Que tipo de líder lhe influencia ou que tipo de influência você exerce sobre os seus liderados? É, por isso, que a liderança cristã intermediária é tão desafiadora.

 O que a Palavra de Deus nos ensina acerca da liderança cristã intermediária? Que não é bom buscar a própria honra (Jo 7.18; Hb 5.4 cf. Pv 25.27). A recompensa vem de Deus, não dos homens; a Ele devemos agradar (1 Cor 15.58; Cl 3.23,24; Hb 6.10). Devemos agradar àquele que nos chamou, não aos homens; devemos servir à igreja, não ser vistos pelos homens (Gl 1.10; Ef 6.5-8; Cl 3.22-25; 2 Tm 2.4,5). Quando honramos a Deus, honramos os nossos líderes e liderados (1 Ts 2.12,13). Jesus, em sua doutrina, nos alertou acerca dos que se autopromovem ou se exibem, desmascarando as suas verdadeiras intenções (Mt 6.1-18). Jesus não queria aplausos, nem reconhecimentos humanos, tampouco “servos” ou meros seguidores; Jesus não buscava status ou publicidade (Mt 9.30,31; Mc 7.36; Jo 15.14,15). Jesus, o maior exemplo de dignidade, humildade e compromisso (Fl 2.5-11).

 Pr. Elder Morais

TEIMOSIA OU PERSISTÊNCIA?

    Na liderança cristã, a teimosia não pode ser confundida com persistência, não pode ser considerada uma virtude, tampouco relativizada ou vista com bons olhos. Tal atitude gera imposições e conflitos, que trazem consigo desgastes, desacordos e a inevitável quebra de confiança na relação entre o líder e o liderado. É muito difícil acreditar ou confiar na visão ou perspectiva de um líder teimoso, volátil e refém dos próprios caprichos. Há grande diferença entre persistência e teimosia, basta conferir os resultados que cada ação evidencia. Líderes persistentes triunfam e repartem as conquistas. Líderes teimosos anseiam por lisonjas, aplausos e seguidores subalternos. Na liderança de Cristo, nosso exemplo maior, não havia espaço para teimosia, mas a sua persistência e determinação foram cruciais para cumprimento de sua grande e árdua missão.

O Valor da Equidade e da Empatia na Liderança.


    Equidade e empatia são princípios essenciais e inegociáveis na vida de um líder, na vida de um pastor e nada têm a ver com o cargo ou título que se exerce, mas com o caráter daquele que teme ao Senhor e busca em Cristo sabedoria e equilíbrio. Toda liderança ávida por bajulação ou meras honrarias, tende a conservar mediocridades como predileções, inconveniências, espiritualidade falaz e falsa moralidade, além de constantemente cometer injustiças. O Senhor Jesus, o sumo pastor, foi constantemente perseguido e atacado pelos líderes religiosos da sua época, contudo, jamais tramou ou perseguiu a qualquer um dos seus liderados, muito pelo contrário, igualmente os amou, os honrou e a todos lhes outorgou preciosas oportunidades, mesmo sabendo que muitos o trairiam covardemente mais adiante.
Artigo sobre Liderança Cristã.

Projeto Missionário Ide & Pregai 

ENTRE DÉSPOTAS E TRAIDORES.

Nos dias de Jesus, dois personagens fizeram parte de uma história covarde e abominável. De um lado, Caifás, supremo líder religioso e déspota impiedoso. Do outro, Judas Iscariotes, mau-caráter e traidor, que saiu do anonimato para ser um dos discípulos de Jesus. Ambos faziam parte de um sistema religioso apodrecido e caviloso. Enquanto Caifás era inimigo declarado, Judas se passou por amigo. Enquanto um sentia ódio e se contorcia de maldade, o outro buscava uma forma de “se dar bem”, aproveitando-se das pessoas que seguiam a Jesus.

Apesar de “títulos” ou “ocupações” diferentes, ambos gozavam do mesmo caráter nocivo e temerário, pois, enquanto um se utilizou das artimanhas do poder religioso para tentar deter a todo custo o avanço do ministério de Jesus, o outro se valeu de artifícios difamatórios e ardilosos para “vender” Jesus por um preço semelhante à sua ambição. O que é inegável, é que ambos também partilhavam do mesmo objetivo: impedir a Cristo de cumprir sua missão.

Nos dias atuais, líderes como Caifás ou liderados como Judas, continuam adornando o sistema religioso, enganando a muitos e sendo enganados. Que possamos olhar somente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, e assim, cumprir a missão que ele nos confiou. Maranata, ora, vem, Senhor Jesus!

A Banalização do Ministério e do Serviço Cristão – Parte 2

Quanto vale o seu ministério? Quanto você cobra para exercê-lo? Sempre ouvi com admiração os testemunhos de homens que deram suas vidas pela obra, das provações que enfrentaram, das perseguições que sofreram, das incompreensões e dificuldades que rodeavam suas vidas e seus ministérios. Por essas e outras razões, não é difícil admitir que se paga um preço muito alto para exercer plenamente o chamado do Senhor. Diferente dos testemunhos de obreiros recentes, que diante da menor divergência com o seu líder, tramam facilmente uma “chamada”, abrindo a própria igreja, o verdadeiro ministério cristão não cai no colo, também não é um mero brinde; é preciso percorrer um longo e espinhoso caminho, cheios de embates, ameaças, angústias e batalhas até exercê-lo honradamente.

Não existe “facilidades” no genuíno ministério, tampouco garantias, acordos de recompensas ou compensações. O ministério é rodeado de desafios, perdas, renúncia, choro; nada tem a ver com “autoconsagração”, autoproclamação, autoafirmação, atitudes tão comuns no meio de infiéis, insubordinados e mentirosos. Além da humildade e dignidade, outra característica fundamental no exercício ministerial é a voluntariedade de espírito, sentimento ligado ao amor, ao apreço e ao desejo de fazer a obra de Deus com alegria, diligência e desprendimento. Hoje, a impressão que temos é que a espontaneidade no serviço, a submissão à Palavra e a obediência à liderança se perderam em meio a tanta hipocrisia, malícia e mau-caratismo daqueles que fizeram da exceção uma regra e das “justificativas” um verdadeiro esconderijo para sua negligência.

Onde estão os obreiros que se doam a construir os templos e cuidar dos utensílios da Casa do Senhor? O farão espontaneamente ou cobrarão para fazê-lo? Tenho aprendido, que as justificativas podem até “limpar” o nome, promover “reputação”, mas somente o quebrantamento de espírito, o arrependimento e a voluntariedade podem dignificar o nosso coração. Aqueles que são fiéis a Deus, naturalmente são fiéis no exercício do seu ministério. Porém, se alguém é infiel a Deus e ao ministério, imagine como se comporta em suas atividades externas como trabalho, relacionamentos ou acordos?! Há muitos líderes enganados com a aparência e com o exibicionismo de muitos em suas propagandas, mas o Senhor da Seara conhece bem os que verdadeiramente lhe são fiéis e não se ilude com “obreiros de WhatsApp” ou rede social. Uma coisa é certa, onde se valoriza mais a exibição, não há resignação; e onde se evidencia mais a propaganda, para Deus não há qualquer importância.

A Banalização do Ministério e do Serviço Cristão – Parte 1


Título? Cargo? Prêmio? Recompensa? Status? Para você, o que representa o ministério e o serviço cristão? Na Bíblia lemos a multiforme graça de Deus sendo revelada na vida de muitos que foram escolhidos por Ele para reinar, julgar, liderar, pastorear e profetizar. Em todos os casos, a dignidade, bem como a humildade sempre foram requisitos imprescindíveis para o pleno exercício do chamado divino. Assim entendemos que a chamada de Deus é algo sagrado, sublime, especial, e neste sentido, Deus é extremamente criterioso, seletivo, exatamente por não levar em conta a mera aparência dos homens, mas o caráter digno, reto e ilibado. No ministério cristão, fomos chamados para servir, não para ser vistos; a recompensa não vem dos homens, vem do Senhor.

São tempos difíceis, onde a irreverência, desobediência, egoísmo e avareza de muitos obreiros evidenciam a mais terrível banalização do ministério e do serviço cristão. É cada vez maior a quantidade de homens imorais, amantes de si mesmos, cheio de enganos, falsidades, e o pior de tudo, sem caráter, sem temor, tentando a todo custo comprar ou mesmo forjar um “ministério”. Querem o título, mas não se preparam; querem a honra, mas não se submetem; querem cargos, mas não querem responsabilidades; querem a recompensa, mas não se dedicam; um ou outro pode até demostrar “carisma”, mas não passa de uma pessoa mau-caráter.

Infelizmente, estamos presenciando uma geração de crentes e obreiros incapazes de priorizar a Deus e sua obra, onde mais se dedicam ao mundo e seus caprichos, onde tudo é mais importante que o culto ao Senhor, onde a maioria reverencia e saboreia uma "doce mentira", enquanto aborrece e não aceitam uma dura verdade, se esquecendo que a mentira escraviza, faz apodrecer, enquanto verdade liberta, nos faz vencer. Quem foi realmente chamado por Deus não divide a igreja, nem faz dela o seu negócio. Quem foi realmente escolhido por Deus suporta as provações, combate fielmente, enfrenta os desafios. Ministério não é um mero ofício, tampouco profissão; ministério é vocação, renúncia, resignação.

Pr. Elder Morais

LEMBRAI-VOS DE VOSSOS PASTORES...


O pastor cuida de muitos que conhece; o pastor cuida de outros que pensa conhecê-los; o pastor cuida de muitos que sequer os conhece e de tantos outros que sequer o reconhecem. Daí vem a pergunta: Se o seu pastor cuida de você, se o seu pastor cuida dos outros, se o seu pastor cuida de muitos, quem cuida do seu pastor?

Para muitos a resposta mais simples e óbvia está na ponta da língua: Deus é quem cuida do pastor. Mas isso é lógico! Deus cuida de todos nós. Amém. Mas a questão em apreço não é essa, pois muitos usam essa verdade como argumento para se eximir de responsabilidades ou como pretexto para justificar sua desobediência e até suas maldades contra o seu pastor.

O que você procura na figura de um pastor? Quem você pensa que ele é, um semideus, um super-homem? Um ser perfeito, infalível? Não! Não julgue assim, pois ele sofre, chora, se entristece, sente dor. O seu pastor é igualzinho a você! O que pesa sobre ele é a responsabilidade de cuidar de você, de lhe ajudar, lhe conduzir ao céu mesmo que você não acredite. O que você deseja para ele, deseja também para si? O que você pensa dele é justo diante de Deus? O que você ensina aos seus filhos sobre o seu pastor?

A igreja moderna (não a de Cristo) não quer um pastor comprometido com a sã doutrina, que tenha firmeza na Palavra, que tenha convicção da chamada, que ora e se quebranta. A igreja moderna (não a de Cristo) quer um pastor manipulável, boa-praça, “cego”, que seja um mero alvo de críticas, culpado pelos erros alheios, responsável pelos fracassos dos outros, que não aconselha segundo a Palavra, mas segundo os anseios e conveniências dos crentes modernos.

São tempos difíceis, onde as pessoas não creem na Palavra. Elas acreditam no que querem, no que pensam e até no que os outros dizem, porém, não filtram, não analisam, não refletem. Agora, se relativizam a Palavra de Deus, como não acreditar que distorcerão o que ensina o seu pastor? Qual o objetivo ou intenção daqueles que mentem contra o seu pastor? Observe, eles se protegem e se escondem entre si; entre eles usam de uma falsa “ética”, revestida de medíocre aparência de santidade somente para livrar a própria cara e proteger suas conveniências e engano.

Valorize o seu pastor, valorize a sua amizade, os seus ensinos, os seus apelos e até suas repreensões. Pois um pastor que ama, não somente abraça ou elogia, mas também disciplina, cobra, reclama, tudo com o propósito de levar maior edificação à sua vida.

Está escrito, embora muitos não atentem: "Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a Palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; Se vocês obedecerem, eles farão o trabalho com alegria; mas, se vocês não obedecerem, eles trabalharão com tristeza, e isso não ajudará vocês em nada" (Hb 13.7,17 - ARC/NTLH).

Pr. Elder Morais

A VOCAÇÃO DIVINA E A PREDILEÇÃO HUMANA


Os homens têm os seus “escolhidos”, mas o Senhor não se engana, nem se ilude com as aparências. É comum a escolha humana privilegiar “conveniências”, acordos, relações de amizades e até relações de interesses; diferente da escolha divina que estabelece critérios que evidenciam e valorizam um caráter ilibado.

Como exemplo disso, citamos o profeta Samuel, um grande homem de Deus, cujo ministério foi marcado por experiências profundas com o Senhor, porém, sua insistência por Saul (1 Sm 15.11,35; 16.1), bem como sua predileção por alguns dos filhos de Jessé, levando em conta a mera aparência (1 Sm 16.6,7), marcaram negativamente o seu pastorado. No final, Samuel obedecendo a voz do Senhor, ungiu a Davi como aquele que fora realmente escolhido (1 Sm 16.12,13).

O que aprendemos com isso? Que na obra do Senhor, os planos humanos sempre serão frustrados; enquanto a vontade de Deus prevalecerá no tempo oportuno. Ministério não é um presente ou recompensa; Ministério é a vocação que se revela na renúncia de quem suporta o crivo da chamada divina.

Pr. Elder Morais

Ainda sobre a convicção da chamada e os perigos da presunção.


UM OBREIRO CONHECIDO PELA SUA CONVICÇÃO E TEMOR REFLETE A GLÓRIA DE DEUS EM SEU MINISTÉRIO E EM SUAS AÇÕES. A convicção denota crença, firmeza, ações que nos conduz à busca pela excelência, princípios e ideias biblicamente compreendidas. ENQUANTO AQUELES QUE ESTÃO DOPADOS PELA PRESUNÇÃO E MALÍCIA, ENVERGONHAM O EVANGELHO E ENGANAM A SI MESMOS.

Ainda sobre Liderança Cristã...


Quem tem convicção da sua chamada está sempre disposto a aprender, seja observando comportamentos dignos ou valorizando conselhos e orientações oriundos da Palavra. O líder chamado por Deus compreende o valor da obediência, além de esperar o tempo determinado por Ele para o cumprimento das Suas promessas. Aquele que tem convicção da sua chamada não se apega aos devaneios da “autopromoção”, tampouco se esconde por trás da falsa modéstia, muito pelo contrário, o líder cristão procura imitar a Cristo em suas ações e não exerce o seu ministério de forma fraudulenta ou negligente.

Pr. Elder Morais

A CONVICÇÃO DA CHAMADA E OS PERIGOS DA PRESUNÇÃO.

UM OBREIRO CONHECIDO PELA SUA CONVICÇÃO REFLETE A GLÓRIA DE DEUS EM SEU MINISTÉRIO E EM SUAS AÇÕES. A convicção denota crença, firmeza, ações que nos conduz a busca pela excelência, princípios e ideias biblicamente compreendidas. JÁ AQUELES QUE ESTÃO DOPADOS PELA PRESUNÇÃO, ENVERGONHAM O EVANGELHO E ENGANAM A SI MESMOS (2 Tm 3.13; Tg 1.22).

SOBRE A CONVICÇÃO [Do latim, convictĭo]. Segundo o dicionário Michaelis, significa certeza obtida por fatos ou razões que não deixam dúvida nem dão lugar a objeção. Podemos ainda definir como convencimento, crença. Em seu conceito mais abrangente a convicção é compreendida como sentimento de retidão em relação àquilo que se pensa, se sente, fala ou fazNo contexto espiritual, a convicção se baseia em ações que valorizam a devoção, a humildade, o aprendizado e a obediência (Lc 10.38-42).

SOBRE A PRESUNÇÃO [Do latim, praesumptione]. Os principais dicionários de português definem de forma abrangente, a presunção como a ação de presumir, suspeitar ou conjecturar. Já como um sentimento, é sinônimo de vaidade, e tem a ver com o “ego inflado de muitas pessoas e o que elas pensam acerca de si mesmas”. Ainda podemos entender a presunção como julgamento baseado em indícios, aparências, isto é, “suposição” que se tem por verdade.


É comum encontrar no meio social, assim como no meio religioso, pessoas “reféns” desse tipo de comportamento ou sentimento, quando por orgulho ou pedantismo supõem estar acima dos outros ou acha que sempre faz tudo melhor que os demais como quem quer ser visto. Essa lamentável combinação de ego, soberba, competição e ignorância vai além da classe social, condição financeira, cargos ou títulos, pois geralmente, se evidenciam nos corações de pessoas vazias, egoístas, envolvidas pelo narcisismo banal, independentes de serem ricas ou pobres, fingindo viver uma vida de devoção.

Um verdadeiro servo de Deus tem em Jesus o seu maior exemplo de renúncia, abnegação e resignação (Fl 2.3-5), diferente de alguns desses obreiros ou pregadores midiáticos e modernos, cujo “poder e unção” só se ver no microfone, porque longe dele não passam de hipócritas em seu dia a dia, invejando, provocando, difamando através de uma mente pervertida e privada da verdade, buscando descaradamente serem considerados iguais aos homens de Deus (1 Tm 6.3-10; 2 Tm 3.15 cf. 2 Cor 11.12-15).

Falando então de ministério ou liderança cristã, a presunção é fruto do desinteresse pelo aprendizado, desprezo à humildade e o apego exacerbado a exibições ou apresentações de “poder, unção ou conhecimento” alimentadas por um falso compromisso com a Palavra e com o Reino de Deus. Sem contar que um obreiro cujo coração é presunçoso está tomado pela raiz de amargura, rancor, inveja e maldade (At 8.18-23), cujas motivações estão absolutamente equivocadas. Quem mais gosta de “aparecer” são os que menos se preparam ou buscam conhecimento, enfeitando púlpitos e vivendo em desacordo, conveniência ou desobediência, fazendo um caminho oposto ao dos verdadeiros discípulos de Jesus (2 Tm 2.14-19; 3.8,9; Tt 15,16).
Aqueles que foram genuinamente chamados por Deus, devem se afastar de qualquer sentimento ou comportamento que ponha a glória de Deus em segundo plano, pois os que se arriscam na onda de um coração envaidecido, certamente cairão no abismo do fracasso espiritual e ministerial, pois o Senhor nosso Deus não divide a sua glória com ninguém, tampouco aceita a “aparência dos homens” (Gl 2.6; 1 Tm 4.10,14,15; Tt 3.9-11).
Quem tem convicção da sua chamada está sempre disposto a aprender, seja através de orientações, obediência, leituras ou estudos, além de esperar o tempo do cumprimento das promessas de Deus na sua vida (1 Tm 4.12; Tt 2.7,8; 2 Pe 3.18). O convicto não se apega aos devaneios da “autopromoção”, não se dedica a reprodução de “mensagens copiadas e coladas”, relatividade e reprodução de testemunhos bolados, tampouco exerce o seu ministério de forma fraudulenta ou negligente (Jr 48.10), muito pelo contrário, tem humildade no agir, no falar, nas ações, na honra e no respeito. A convicção nos leva a assumir responsabilidades na obra de Deus, além de buscar e compartilhar a graça e o conhecimento do nosso Senhor Jesus, enquanto na presunção, a única motivação é alimentar o ego, o engano e a vaidade. Voltemos à simplicidade do evangelho. Voltemos à Palavra.


Ainda sobre liderança...


Os chefes geralmente se utilizam de piadas ou "brincadeiras de mau gosto", a fim de intimidar, envergonhar ou mesmo desmerecer o trabalho dos outros. O líder equilibrado corrige com sensatez, a fim de transformar os erros em aprendizado e os fracassos em experiências.

AMADOS JOVENS...

Amados jovens, a prosperidade ministerial verdadeira é resultado da fidelidade a Deus. Não negocie os valores eternos para "subir" ministerialmente.

Amados jovens, preguem a Palavra e dependam do Espírito, pois o resto é mera performance artística.

Amados jovens, na estrada da trajetória ministerial rejeite as oportunidades de pegar atalhos. Isso contará a vosso favor no futuro.

Amados jovens, quando vocês começarem a ocupar lugares de destaque e influência como pastores, alguns políticos corruptos vão tentar vos seduzir. Cuidado! Não se vendam.

Amados jovens, nunca se deixem vencer pela ganância no ministério. Aprendam e vivam a virtude do contentamento.

Amados jovens, não corram atrás da fama. Se Deus determinou que tornará vossos nomes conhecidos ela correrá naturalmente adiante de vós.

Amados jovens, não se envaideçam com o sucesso ministerial. Importa que Ele cresça e que vocês diminuam.

Amados jovens, não se iludam, a próxima tentação envolvendo poder, dinheiro e sexo será bem mais forte. Orem e vigiem sempre.

Amados jovens, os bons resultados quantitativos nos trabalhos realizados nem sempre representam a aprovação de Deus da vossa conduta ética e moral. Valorizem a qualidade do trabalho e a integridade do viver.

Amados jovens, sejam obreiros pensantes, e não meros reprodutores de ideias, conceitos e práticas. A convicção doutrinária e a atividade contextualizada são filhas da criticidade.

Amados jovens, imitem os vosso líderes na mesma medida em que eles forem cumpridores da Palavra.

Amados jovens, fiquem firmes e não se deixem levar pelos ventos de doutrina e modismos teológicos. Retenham e ensinem a sã doutrina.

Amados jovens, os vossos objetivos acadêmicos e profissionais devem ser colocados diante de Deus e consagrados a Ele. Coloque-os a disposição do Reino de Deus.

Amados jovens, uma vida de oração, longe de qualquer tipo de exibicionismo pseudo espiritual, deve ser vivida, antes de tudo, no vosso lugar secreto.

Amados jovens, sejam cheios do conhecimento da Palavra na mesma proporção em que forem cheios do Espírito. Saber e poder combinam.

Amados jovens, não se fascinem e nem se envolvam em disputas por cargos eclesiásticos desassociadas dos princípios bíblicos. Entendam que os lugares no Reino de Deus já foram determinados por Ele. Apenas descubram os seus, e deixem que o Senhor trabalhe por vocês.

Amados jovens, tratem os obreiros mais velhos como vocês desejam ser tratados na velhice. Não se esqueçam que o tempo passa para todos.
 
Fonte: Blog do Pr. Altair Germano (Recomendo).

Aprendizado e Ministério...

     Depois de tudo o que aprendi e sigo aprendendo, já não importam as injustiças ou a má vontade, não importa a "posição" a qual os homens nos impõem. O que realmente me satisfaz é a minha posição diante de Deus e o privilégio de exercer com alegria o ministério que Ele me confiou. Muitos podem até "ter", porém, jamais "serão".

Reflexão: INSENSATEZ ADMINISTRATIVA

  Quando um administrador corta remunerações legítimas e justas adquiridas ao longo dos anos de seu pessoal, ao mesmo tempo em que se utiliza dos recursos da organização em benefício próprio (sob o manto da legitimidade), multiplicando absurdamente e escandalosamente o seu patrimônio pessoal, promoverá uma insatisfação generalizada e perderá a sua influência como líder. Será tolerado, em vez de respeitado.

O tal administrador tentará se manter no poder através de uma postura ditatorial ou de manifestações de falsa generosidade. Afastará naturalmente de perto de si os verdadeiros amigos, se cercando de assessores interesseiros, oportunistas e bajuladores.

Caso não repense os seus atos, o seu fracasso e queda é uma questão de tempo.

Fonte: Blog do Pr. Altair Germano (Recomendo).

Critério Divino: 32.000 chamados... 300 escolhidos, apenas 300.

Em tempos de guerra, de grandes conflitos, é natural que sejam feitos constantes alistamentos e convocações para preparação e envio de exércitos e bravos soldados para a peleja. Os critérios humanos traçam o perfil dos supostos vencedores, e deveria ser usados de forma imparcial e honesta. Na teoria, os pesos e medidas são iguais e comuns a todos os que foram chamados, mas na prática, os critérios humanos para os escolhidos são duros e frequentes, com a sutil intenção de trazer a desistência, o desgaste e o descrédito à aqueles que são preparados genuinamente.

Em contra partida, os mesmos critérios humanos não são devidamente adotados, quando se trata dos parentes, compassas ou compadres, que sem caráter, preparação ou verdadeiro compromisso buscam a glória, a fama ou mesmo a riqueza sem muito esforço. Daí surge as conveniências pessoais, negociações, acordos, enfim,  muitos são obrigados, compelidos, constrangidos... Outros se oferecem, se alistam, se prontificam. Mas também existem os que são provados legitimamente, que adquirem experiências no seu dia a dia, e que naturalmente vai ser fundamental e/ou indispensável diante das circunstâncias.

A grande questão que vejo aqui, é que muitas vezes, uma possível vitória daria toda a glória e todos os méritos aos homens que se consideram donos do poder, que logicamente deixaria pronta uma grande festa para um retorno triunfal onde se brindaria o próprio orgulho, massageando o ego incontido (Jz 7.2). A glória é de Deus e diferente dos critérios humanos (que valoriza a aparência ou "ignora" a realidade), os critérios divinos nos colocam em posição de vitória, legitimidade e superação. A obediência ao propósito divino, o temor e o compromisso com a verdade, jamais devem ser vistos como utopia ou paradoxo, mas, aceitáveis e reconhecidos.

Jamais venceremos com subornos, acordos ilegais ou conveniências pessoais, mas pela mão do Senhor que está no controle de todas as coisas. De acordo com os critérios de Deus para o cumprimento de uma grande missão, covardes, medrosos e despreparados não servem para a peleja (Jz 7.3-7). O covarde não é somente aquele que hesita diante dos problemas ou "convocação", mas também aquele que vive de aparência, que usa métodos nocivos, talvez imorais para "superar" a outros (na hora da verdade, será uma vergonha), que suborna para passar na frente, que bajula para ser visto ou  reconhecido.

Já o medroso, tímido ou auto piedoso, as vezes se oferece para a missão sem noção do perigo ou responsabilidade, em grande parte dos casos são constrangidos ou obrigados pelos seus superiores (na hora da verdade, será uma lástima). Por fim, os despreparados, que por um tempo pensem em defendê-los, usando o pretexto da "necessidade", do "momento" ou de "uma suposta experiência" ou "prestação de serviço". Pensei que valeria a pena acreditar neles, mas, quando observei o comportamento de muitos (maioria) que são incapazes de reconhecer suas limitações e despreparo, e, contudo, se comprimem em busca dos primeiros postos, cadeiras ou posições, desisto da defesa, com medo de ser vítima deste simples engano (na hora da verdade, será lamentável). A falta de vontade de aprender ou falta de condições para aprender andam juntas e tem o mesmo desfecho, para vencê-las, é preciso querer!

Bom, ao Senhor toda honra, toda glória e todo louvor! Ele está no controle de todas as coisas e estando ao nosso lado, venceremos legitimamente!

Refletindo sobre a Excelência da Liderança Cristã - Parte 3

CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER EXEMPLAR

É evidente que ninguém obterá de uma só vez todas as características que compõem um líder completo e ideal. No entanto, é possível utilizar cada um desses atributos em ocasiões específicas e necessárias. Eis as características de um líder exemplar:

Coerência - Apesar de jamais conseguir agradar a todos, o bem estar de todos deve ser um dos principais objetivos do líder.

Raciocínio - O líder deve tomar a iniciativa em qualquer situação, agindo sempre pela razão, tomando as decisões com tranquilidade e cautela. Decisões tomadas pela emoção resultam em prejuízos.

Imparcialidade - Julgar com retidão e justiça, pois um veredicto dado sem conhecimento de causa traz efeitos desagradáveis.

Humildade - Sempre lembrar que também é um componente do grupo, contudo, nunca deixar se envolver como componente, pois na condição de líder, o que se espera são as soluções e ações.

Prudência - Não agir precipitadamente, nunca decidir baseado na primeira informação, mas saber ouvir todas as partes.

Gratidão - Saber honrar e agradecer os componentes, dividindo os méritos de uma conquista. A união faz a força!

Otimismo - Acreditar, sobretudo em si mesmo. Saber motivar os liderados nos momentos difíceis e acreditar sempre no potencial de cada um, frisando sempre as suas qualidades.

Competência - Liderar o grupo em qualquer circunstância sem perder o comando. Realizar os projetos e ideias com inteligência, qualidade e excelência.

Caráter - Cumprir e honrar a própria palavra empenhada, assumir as responsabilidades e compromissos. Agir, decidir e julgar com personalidade.

Carisma - Conquistar a simpatia e a confiança de todos, com respeito, alegria e auto-estima. Deixando de lado atitudes incoerentes, insensíveis e arrogantes.

Compromisso - Ter respeito e responsabilidade com as metas e objetivos traçados previamente, assim como também com o grupo que lidera, suas necessidades e direitos e deveres.

Essas qualidades são reveladas no exemplo do maior líder que já existiu, JESUS CRISTO! Um líder completo desde a sua Palavra até o seu digno comportamento.

Refletindo sobre a Excelência da Liderança Cristã - Parte 2

OS PERIGOS NA TRAJETÓRIA DE UM LÍDER

Na biografia de um líder, encontramos muitas experiências, conquistas, erros e fracassos. Com isso, é possível descrever alguns erros que podem ser fatais em sua trajetória. São perigos iminentes que podem arruinar toda uma história construída com dedicação.

Auto-suficiência. O líder nunca deve pensar que não precisa de ninguém. Por mais inteligente e capaz, ninguém faz nada sozinho.

Egoísmo. O líder nunca deve pensar apenas em si ou em alguns, mas deve entender que ele é responsável o bem estar de todos.

Prepotência. A opressão faz o sábio enlouquecer. Compelir as pessoas pelo poder é uma atitude lamentável.

Soberba. Um líder arrogante e presunçoso, nunca conquistará o seu espaço. O orgulho excessivo e a vaidade afundam a liderança.

Insensibilidade. Um líder insensível é uma pessoa fria e sem alegria, que se distancia cada vez mais do bem estar de todos.

Insegurança. Um líder inseguro pode comprometer a estrutura e o desenvolvimento do projeto diante dos problemas e das decisões.

Indisciplina. Um líder desorganizado que não respeita normas, nem horários, não tem compromisso com os objetivos do grupo.

Impaciência. É desagradável conviver com um líder impaciente, sempre apressado, tanto para ouvir, quanto para falar.

Pessimismo. Um líder pessimista dificilmente terá êxito em sua missão, pois já parte para o confronto derrotado por si mesmo.

Desconfiança. Um líder que não confia em ninguém dificilmente obterá a confiança do grupo. Ele deve aprender a confiar em todos.

Negligência. Um líder negligente compromete profundamente a estrutura do grupo, facilmente perderá o respeito e a liderança.

Inconstância. Falta de firmeza nas palavras e nas atitudes de um líder, resultará em fracasso e prejuízos ao grupo.

Ingratidão. Um líder que não sabe reconhecer o valor e o trabalho dos seus liderados dificilmente terá êxito em seus relacionamentos.

Refletindo sobre a Excelência da Liderança Cristã - Parte 1

EXISTE DIFERENÇA ENTRE LIDERAR E CHEFIAR?

O líder exemplar jamais será conhecido pela “perfeição”, mas, pelas suas qualidades. Será respeitado pelo seu caráter e admirado pela sua postura diante dos seus liderados. O líder equilibrado se mantém firme e prudente mesmo nos momentos mais difíceis. O verdadeiro líder é aquele valoriza o espaço que ocupa, valoriza o seu grupo e atua em benefício de todos sem acepção. Só em Deus e por sua graça, é que poderemos unir todas essas qualidades em busca da excelência da Liderança Cristã. Diante disso, podemos concluir que existe uma diferença crucial entre liderar e chefiar, vamos analisar?


 Hoje, existem muitos "superiores hierárquicos" que ordenam pela força, autocracia, auto-suficiência e conveniência pessoal. Mesmo com todos os recursos hoje disponíveis como estudos, seminários e treinamentos constantes sobre liderança, a impressão que temos é que os "líderes verdadeiros e inspiradores" estão entrando em extinção. Como prova disso, é só observar as "constantes divisões", disputas pelo poder e a falsa aparência religiosa (sustentada por palavras lisonjeiras e vazias). Sigamos o exemplo do maior líder que já existiu, JESUS CRISTO! Um líder completo desde a sua Palavra até o seu digno comportamento.

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