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Obra Missionária nas cidades de Guayaquil e Daule no Equador.

TODA HONRA E TODA GLÓRIA AO SENHOR NOSSO DEUS!

Cidade de Daule, província de Guayas - Equador.

Cidade de Guayaquil, província de Guayas - Equador.

Missionários Elder Morais & Família.

Masculinidade, Sensualismo ou Comodidade?

Quando uma mulher se propõe a usar uma calça, qual seria a sua principal motivação? A calça ainda é vista como um tabu em muitas igrejas evangélicas, sobretudo nas pentecostais, e ainda divide opiniões causando muita discussão e polêmica. Antes vista por alguns como reprovável e por outros como algo normal, o fato que nos dias atuais se tornou um pretexto sutil e porque não dizer, virou uma brecha para entrada da sensualidade nas igrejas. Quando nos vestimos para irmos à igreja, se supõe que vamos a um ambiente santo, sagrado, que exige da gente o mínimo de pudor, respeito, reverência e moderação. A Bíblia nos ensina que devemos “guardar” os nossos pés ao entrarmos na casa de Deus (Ec 5.1), e atuar com decência e ordem (1 Cor 14.40). Não há como negar que em si tratando de distinção de roupas masculinas e femininas, a calça sempre representou o lado masculino, já que os homens não dispõem de modelos variados de roupas, já a mulher dispõe de uma infinidade de estilos e modelos de roupas, calçados e penteados. Um exemplo simples dessa distinção são as plaquinhas colocadas nas portas dos banheiros públicos com os seus desenhos indicando quem é quem através da roupa. Não queremos aqui, definir o certo ou errado, mas propor uma reflexão espiritual que está relacionada às nossas motivações e atitudes, buscando em Cristo uma resposta. Sempre que discutimos o tema em apreço, encontramos pelo menos três ações que são geradas no coração: Masculinidade, sensualidade e comodidade.
No primeiro caso, a masculinidade se refere à imagem de tudo aquilo que seria próprio de indivíduos machos, fazendo oposição ao termo feminilidade. Enquanto existem mulheres que não atentam para esta questão, existem outras que se vestem como homem para aflorar sua homossexualidade. Seja involuntariamente ou de propósito, ambas cometem o erro de não seguir os princípios divinos estabelecidos nas Escrituras. A Bíblia diz: “A mulher não usará roupas de homem, e o homem não usará roupas de mulher, pois o Senhor, o seu Deus, tem aversão por todo aquele que assim procede” (Dt 22.5 - NVI). Logicamente, não há menção alguma sobre calças ou saias, mas o texto é claro ao apresentar-nos a precisa distinção entre os vestuários masculino e feminino, e não atentar para este detalhe desagrada ao Senhor.
No segundo caso, a sensualidade, é de longe, a pior das ações, já que a motivação normalmente está firmada na vaidade, lascívia e por vezes, na promiscuidade (Ef 4.17; 2 Pe 2.18 cf. Gl 5.19). No contexto em discussão, dentre muitas definições, a sensualidade é a atração sexual que um corpo exerce sobre outro ou certo “charme” característico de pessoa cujo modo de agir, falar ou andar atrai a atenção, o interesse das outras pessoas. Neste caso, isso ocorre pela ausência de temor e respeito às Escrituras Sagradas, chamando mais à atenção pelos detalhes do corpo que pela luz de Cristo que nele deveria refletir (Mt 5.14-16; Fl 2.15). Nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo (1 Cor 3.16; 6.19; 2 Cor 6.16-18), não podemos ver como algo normal, adolescentes e mulheres (a maioria casadas) usando calças apertadas ou roupas sensuais que expressam os detalhes dos seus corpos, com decotes que expõem os seios e outras coisas semelhantes a essas, que mais promovem a vulgaridade que a própria beleza feminina. A Palavra de Deus nos ensina que a mulher de Deus deve se vestir modestamente, usando roupas decorosas e dignas, com decência e discrição, nisso consiste a singela beleza que estar no ser interior, que não perece e é demonstrado num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus. Não se adornando com penteados ostentosos, exagerados, nem com adereços de ouro ou pérolas, nem roupas caras e luxuosas, mas com boas obras (1 Tm 2.9,10; 1 Pe 3.2-4).
A Bíblia não está dizendo que devemos nos vestir como “mendigos”, não nos impõe o que devemos ou não devemos usar, mas nos ensina a viver com equilíbrio e moderação, pois a própria natureza das coisas nos ensina o que é honroso e desonroso (1 Cor 11.14-16). Não nos conformemos com este mundo, pois a “moda” que se vê nas novelas ou nas lojas, não sai da igreja para o mundo, mas do mundo para tentar influenciar a igreja (Rm 12.2; 1 Jo 2.15-17). “Tudo nos é permitido”, mas nem tudo convém, nem tudo edifica. “Tudo nos é permitido”, mas não podemos ser dominados por estas coisas. O nosso corpo, não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo (1 Cor 6.12,13; 10.23). Por último, a comodidade, que é sem dúvidas a mais remota das três ações. É claro que para a mobilidade física, caminhar, correr, fazer exercício, dentre outras atividades, a calça seria a melhor opção. Mas ainda assim, é preciso ter cuidado para não fazer dessa opção, um pretexto sutil abrindo a porta para sensualidade. Há quem diga que existem modelos de calças femininas que não são vulgares e dependendo da ocasião podem ser usados com decência. O fato é que a mulher fica muito mais “feminina” usando saias decentes, que a própria calça. Todo exagero, seja defendido por líderes legalistas ou líderes liberais, deve ser rejeitado pelo verdadeiro cristão, pois apenas a Palavra de Deus pode nos conduzir a uma conduta digna e honesta (Hb 4.12,13 cf. 2 Tm 3.16,17).  Lembremos que não existe evangelho sem renúncia (Mt 16.24). A Bíblia diz que o Senhor não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, amor e moderação, que é o domínio próprio (2 Tm 1.7). Devemos nos comportar de um modo digno do evangelho de Cristo, combatendo unanimes pela fé do evangelho (Fl 1.27). Voltemos ao evangelho puro! Voltemos à Palavra!


Pr. Elder Morais

¡La Biblia es la Palabra de Dios!

Ninguna manifestación espiritual, visión sobrenatural, “revelación” o experiencia personal está sobre la autoridad de la Palabra de Dios. La Biblia nos enseña que en otro tiempo Dios hablaba muchas veces y de muchas maneras y también por los profetas, sin embargo, en estos últimos días nos habla claramente por medio del Hijo (He 1.1,2), que es la Palabra, el Verbo de Dios (Jn 1.1-3; Ro 16.25,26). Solamente escudriñando y analizando las Escrituras podremos conocer más de Cristo (Jn 5.39,46,47; 20.30,31) y del poder de Dios (Mt 22.29; Mc 12.24). Entendemos por las Escrituras, que no debemos pensar más de lo que está escrito (1 Co 4.6), sabiendo que las cosas ocultas pertenecen al Señor, mas las reveladas son para nosotros y nuestros hijos para siempre, para que cumplamos todos sus preceptos (Dt 29.29). Valoremos lo que está escrito, porque todo lo que dantes fue escrito, para nuestra enseñanza fue escrito, para que por la paciencia y consolación de las Escrituras tengamos esperanza (Rm 15.4 cf. Jn 20.30,31). Toda Escritura es útil para enseñar, para redargüir, para corregir y para instruir en justicia (2 Ti 3.16). La Palabra de Dios es viva y eficaz, es penetrante y discierne todo (He 4.12,13). Única fuente plenamente divina y de autoridad espiritual, la Palabra de Dios nos revela que la iglesia está  fundamentada únicamente en la doctrina de Cristo (Mt 7.24-29; Jn 8.31,32; Hch 2.42; 1 Co 3.11; Ef 2.20,21; 2 Jn 1.9). Las enseñanzas del Maestro nos señalan el único evangelio a ser seguido, vivido y predicado (Mr 13.10; 16.15; Ro 1.16; 1 Co 1.10; Gá 1.6-9; Ef 1.13). ¡Volvamos a la Palabra! ¡Volvamos al Evangelio puro de nuestro Señor Jesús!

Por Elder Dayvid Morais
Misionero en Guayaqul, Ecuador.

CONGREGAR ES UNA NECESIDAD ESPIRITUAL.

En el libro de Salmo 122.1, leemos: “Yo me alegré con los que me decían: A la casa de Jehová iremos”. Hemos vivido días difíciles, donde las "cosas terrenales" han llenado los corazones de quehaceres y ocupaciones, impidiéndonos de hacer lo mejor para Dios. Debemos entender que "congregar" no puede ser visto como una obligación religiosa, sino como una necesidad espiritual del verdadero cristiano. La Biblia nos revela que el propio Dios relacionó el culto a su “casa de oración” (2 Cr 7.15,16; Is 56.7; Mt 21.13; Mr 11.17; Lc 19.46). Es lógico que en el sentido físico, Dios no “habita” en “templos” hechos por manos de hombres, sin embargo, en el contexto espiritual, su presencia es real cuando nos reunimos en su nombre y guardamos su Palabra (Hch 7.48; 17.24 cf. 1 R 6.12,13; Mt 18.20). En los tiempos de la iglesia primitiva, las reuniones (cultos) se tornaron aún más frecuentes y más que una costumbre, el acto de “congregar” era enseñado como doctrina (Hch 2.46,47; 4.31; 5.42). Los discípulos juntamente con la iglesia fueron llamados y reconocidos como “cristianos” exactamente por el acto de congregar y valorar la Palabra (Hch 11.26). En la carta a los Hebreos 10.19-25, leemos: “Así que, hermanos, teniendo libertad para entrar en el Lugar Santísimo por la sangre de Jesucristo, por el camino nuevo y vivo que él nos abrió a través del velo, esto es, de su carne, y teniendo un gran sacerdote sobre la casa de Dios, acerquémonos con corazón verdadero, y en plena certidumbre de fe, purificados los corazones de mala conciencia, y lavados los cuerpos con agua limpia. Retengamos firme la profesión de nuestra esperanza, pues fiel es el que prometió. Y considerémonos los unos a los otros para estimularnos al amor y a las buenas obras; no dejando de congregarnos, como algunos tienen por costumbre, mas exhortándonos; y tanto más, cuanto veis que aquel día se acerca”. El hecho de congregar nos enseña a servir y adorar al Señor, valorando su Palabra y haciendo la obra con alegría (Stg 1.22,25 cf. Sal 100.2,4; 102.20). “Por tanto, amados, estad firmes y constantes, creciendo en la obra del Señor siempre, sabiendo que nuestro trabajo en el Señor no es en vano” (1 Co 15.58).

Por Elder Dayvid Morais
Misionero en Guayaquil, Ecuador.

Voltemos à Palavra! Voltemos ao Evangelho puro!


Denunciar o pecado de acordo com a Palavra virou julgamento (acusação) pessoal? Refutar ou confrontar é falta de amor? É estupidez? Tornou-se comum um pseudocrístão acusar de falta de amor àqueles que tomam posicionamentos firmes em questões bíblicas, doutrinárias, éticas e práticas. Discutir, rechaçar e confrontar atitudes que não estão de acordo com as Escrituras são consideradas como falta de amor por aqueles que, seguramente, ignoram as Verdades Sagradas. Julgar caráter, personalidade, a pessoa em si, é algo que pertence somente ao Senhor nosso Deus. Não devemos julgar as "pessoas", pois isso, de fato, é uma prerrogativa divina (Mt 7.1,2; Jo 5.27; Tg 2.9; 4.12). Agora, DENUNCIAR o pecado e julgar atitudes mundanas em nosso meio é um dever de todo verdadeiro discípulo de Cristo e é a própria Bíblia que nos ensina (Mt 6.13-16; 7.20; 12.33; Lc 6.44; 11.35; Jo 7.24; 1 Cor 6.2; 14.20; Fl 2.15; 1 Ts 5.22; Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17 cf. Lv 10.10; Ml 3.18). Leiamos mais a Palavra de Deus e vivamos por ela, assim teremos discernimento para distinguir a enorme diferença entre "julgar" as pessoas e "denunciar" o mundanismo em nosso meio. Voltemos à Palavra! Voltemos ao Evangelho puro!

Por Msro. Elder Dayvid Morais
Missionário em Guayaquil, Equador.

Terminando o ano na presença do Senhor nosso Deus!

O último culto do ano em nossa congregação central foi uma grande benção. Famílias reunidas, igreja animada, foi realmente uma noite mui especial na presença do Senhor nosso Deus. A Bíblia nos ensina que devemos oferecer ao Senhor o primeiro lugar e para o louvor e honra da sua glória, nossos irmãos valorizaram este ensinamento enchendo a congregação para oferecer-lhe o melhor. Que o Senhor nosso Deus abençoe a todos os que compõem a obra missionária em Guayaquil!











Por Msro. Elder Morais
Misionero en Guayaquil, Ecuador.

Cultos de Natal em nossas Congregações.

O verdadeiro sentido no natal deve ser transmitido com muita alegria e responsabilidade por cada cristão. Se para o mundo o natal é festa, árvores adornadas e papai noel como centro das atenções, para nós que cremos e confiamos nas Escrituras Sagradas, Cristo é o nosso natal, por isso, celebremos o seu nascimento, a sua vida, a sua glória! Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Is 9.6).

Congregação central em Sauces 5, Guayaquil:

  
  
  
  


Congregação no Recinto La Elvira, Daule:







Por Msro. Elder Morais
Misionero en Guayaquil, Ecuador.

Voltemos ao Evangelho puro! Voltemos à Palavra!


Nenhuma manifestação espiritual, visão sobrenatural, revelação "extraordinária" ou experiência pessoal está sobre a autoridade da Palavra de Deus. A Bíblia nos ensina que outrora Deus falava muitas vezes, de muitas maneiras e também pelos profetas, porém nestes últimos dias nos fala claramente por meio do Filho (Hb 1.1,2), aquele que é a Palavra, o Verbo de Deus (Jo 1.1-3). Entendemos pelas Escrituras, que não devemos pensar mais do que aquilo está escrito (1 Cor 4.6), sabendo que as coisas ocultas pertencem ao Senhor, enquanto, as reveladas são para nós e nossos filhos para sempre, para que cumpramos todos os seus preceitos (Dt 29.29). Valorizemos o que está escrito, porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança (Rm 15.4). Voltemos ao Evangelho puro! Voltemos à Palavra!

Por Elder Dayvid Morais
Missionário em Guayaquil - Equador.

O Batismo com o Espírito Santo

E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem".
Atos 2.4

O batismo com o Espírito Santo é, sem dúvidas, uma das experiências mais profundas que um crente verdadeiramente convertido e regenerado pode desfrutar. A promessa divina, que nos últimos dias Deus derramaria do seu Espírito sobre o seu povo, trouxe à igreja do Senhor o revestimento de poder, com o propósito fundamental de capacitar divinamente aos discípulos de Cristo a cumprir a missão de pregar o evangelho em todo o mundo (At 1.8). Não se trata de uma segunda “bênção”, mas de uma experiência distinta à regeneração com propósito claramente definido nas Escrituras. Ainda que muitos afirmem que essa experiência se deu apenas nos dias da igreja primitiva, e que, portanto, o que está registrado nos Evangelhos e em Atos seria tão-somente uma “descrição” e não uma “norma” a ser obedecida, estamos convencidos pela Palavra de Deus, que na condição de igreja do Senhor, também fomos alcançados pelas suas promessas e propósitos. O batismo com o Espírito Santo prepara o crente regenerado a exercer com maturidade e sabedoria os dons espirituais, com o objetivo claro de edificar e fortalecer a igreja de Cristo (1 Cor 14.12,15). Sem dúvidas, esta é uma das grandes promessas de Deus a ser desfrutada por todos os que receberam ao Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Vide o estudo bíblico: A Relação entre o Batismo com o Espírito Santo e a Pregação do evangelho.


O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

Conceito Bíblico Teológico. [Do gr. baptisma, submersão, mergulho] Revestimento de poder conforme as Escrituras, que se evidencia depois da verdadeira conversão a Cristo Jesus, através da plenitude do Espírito Santo. Seu desígnio principal é capacitar aos crentes verdadeiros a dar testemunho de Cristo e pregar com ousadia e intrepidez o evangelho a toda criatura (Lc 24.49; At 1.8 cf. Mt 28.15; Mc 16.15). A doutrina do "batismo com o Espírito Santo" é bíblica e tal expressão verdadeira, pois está baseada nos evangelhos sinópticos, no evangelho de João e no livro de Atos dos Apóstolos (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33; At 1.5; 11.16 - "…sereis batizados com o Espírito Santo"). Alguns seguimentos cristãos e também algumas seitas afirmam que a “promessa” e o “derramamento” do Espírito se cumpriram nos dias da igreja primitiva, e que, portanto, o que foi escrito em Atos é tão-somente descritivo e não normativo. No entanto, cremos que como igreja do Senhor, podemos desfrutar das suas promessas e propósitos (At 2.33; Gl 3.22; Ef 3.5,6; 1 Pe 2.9,10 cf. Rm 15.4,5). Uma vez fundamentados na doutrina de Cristo e dos apóstolos (Mt 7.24-29; At 2.42; Ef 2.20; 2 Jo 1.9; Jd 1.17) e guiados pelo Espírito Santo de Deus (Rm 8.14 cf. Jo 16.13), não há como negar a exatidão e realidade dessa profunda experiência espiritual. Estamos vivendo os últimos dias da igreja na terra, e assim como nos dias da igreja primitiva, o Espírito Santo ainda domina, ordena y coordena a igreja em nossos dias (At 13.2-4; 15.28; 16.6,7). Por isso, devemos estar cheios do Espírito Santo, a fim de pregar com ousadia e intrepidez o evangelho de Cristo (Hch 4.31; 13.52; Ef 5.18b).


A PROMESSA DO DERRAMAMENTO

O derramamento do Espírito Santo foi profetizado pelos profetas Isaías (Is 44.3), Ezequiel (Ez 39.29) e Joel (Jl 2.28,29) no Antigo Testamento. No Novo Testamento, o profeta João Batista disse: "Ele os batizará com o Espírito Santo" (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jn 1.33). O próprio Senhor Jesus ratificou a promessa dizendo: "Eu lhes envio a promessa do meu Pai, mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto…” “Mas esperem pela promessa do meu Pai, da qual lhes falei...” “Dentro de poucos dias, vocês serão batizados com o Espírito Santo” “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês.” (Lc 24.49; At 1.4,5,8). A promessa do derramamento do Espírito Santo não foi feita com “data de vencimento”, senão para o povo de Israel, para a igreja primitiva (apóstolos e discípulos), e em fim, para a igreja do Senhor Jesus de geração a geração (Gl 3.14; 4.6 cf. Rm 8.9).
  

O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

O Senhor Jesus havia prometido aos seus discípulos que depois da sua partida, não os deixaria órfãos, senão que enviaria outro “Consolador”, o Espírito da verdade, o qual o mundo não poderia receber (Jo 14.16-18, 26; 15.26; 16.7,13). Antes de ser elevado aos céus, Cristo “soprou” o Espírito Santo sobre os discípulos cumprindo sua palavra e promessa (Jo 20.21,22; At 1.2). Em relação ao batismo com o Espírito Santo, o derramamento de poder sobre a igreja primitiva se deu no dia de pentecostes, quando os discípulos e demais irmãos estavam reunidos em Jerusalém, obedecendo a voz do Senhor Jesus. Diz-nos a Palavra: “E todos foram cheios do Espírito Santo…” (At 1.14,15; 2.1-4). Então, “cheios” do Espírito Santo, os discípulos pregavam a Palavra de Deus com coragem y ousadia (At 4.31; 6.10; 13.52). Mais adiante, os samaritanos “receberam” o Espírito Santo no momento em que os discípulos impuseram as mãos sobre eles (At 8.14-17). Na casa do centurião Cornélio, enquanto o apóstolo Pedro ministrava a Palavra, o Espírito Santo “caiu” sobre todos os que ouviam (At 10.44-46; 11.15,16; 15.8). Em Éfeso, o apóstolo Paulo esclareceu aos discípulos de João Batista acerca do Espírito Santo, e em seguida, havendo  imposto as mãos, “veio” sobre eles o Espírito Santo de Deus (At 19.1-6).


EM RELAÇÃO AO PROPÓSITO

Como já vimos anteriormente em seu conceito bíblico, o propósito fundamental do batismo com o Espírito Santo é revestir o crente de poder para o serviço e propagação do evangelho, isto é, unção e graça para dar testemunho eficaz da verdade redentora do evangelho de Cristo (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-4 cf. Mc 16.15). O revestimento de poder dará ao crente, ousadia e entusiasmo para realizar grandes coisas em nome do Senhor Jesus (At 4.31; 6.8; 1 Cor 2.4). Devemos entender que o batismo com o Espírito Santo é uma experiência suficientemente importante para ser conhecida, compreendida e desfrutada. A motivação em buscar e desejar a plenitude do Espírito, não é simplesmente o "falar em línguas", senão a necessidade de receber poder sobrenatural para testificar de Cristo e servi-lo com valor e denodo (At 4.31; 6.10).


QUANTO A SUA DISTINÇÃO

Não devemos confundir o batismo com o Espírito Santo com a obra da regeneração que ele promove a partir do momento em que a pessoa entrega sua vida a Cristo (Ef 1.13 cf. Gl 3.2,14). A Bíblia diz que o Espírito Santo habita em nós (Jo 14.16,17; 1 Cor 3.16; 6.19; Ef 2.22). Uma pessoa pode viver a regeneração, ainda que não tenha experimentado o revestimento de poder. Podemos concluir então, que não se trata de uma segunda bênção, porém se manifesta como uma experiência profunda e posterior à conversão, o batismo com o Espírito Santo se evidencia na vida daqueles que foram genuinamente regenerados (Tt 3.5). Sobre esta distinção, vemos o exemplo dos próprios discípulos que já haviam recebido o Espírito Santo, Consolador y guia, antes do dia de pentecostes (Jo 20.21,22; At 1.2 cf. 14.16.17,26; 15.26; 16.7,13). Isto explica também a expressão: "Porque por um Espírito somos todos batizados em um corpo..." (1 Cor 12.13; Ef 4.3-5). Os textos não se referem ao batismo como revestimento de poder, e sim, sobre a obra perfeita do Espírito Santo que une o crente ao corpo de Cristo de modo que todos sejam um (Gl 3.27,28; Cl 3.11). Por esta razão, cremos que o batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta e especial que se evidencia depois da verdadeira conversão a Cristo (At 8.14-17; 19.1-6).


QUANTO A EVIDÊNCIA FÍSICA

A Palavra de Deus nos revela que o batismo com o Espírito Santo tem como evidência inicial física, o "falar em línguas". Esta evidencia se deu claramente na vinda do Espírito Santo sobre todos aqueles que foram batizados. Este padrão (modelo) bíblico é o mesmo em nossos dias (At 2.4; 10.46; 11.15,16; 15.8; 19.6). Vale a pena ressaltar, que o “falar em línguas” e o dom de variedade de línguas são iguais na manifestação e evidência, porém, distintos no uso digno e no propósito. Nem sempre aqueles que são batizados, recebem o dom de variedade de línguas. A manifestação desse dom produz edificação pessoal e quando as línguas são interpretadas, traz edificação a toda igreja (1 Cor 12.4-10; 14.2-6,13-17). Há dois tipos de “línguas” na manifestação, que são: As línguas humanas, que são idiomas (At 2.5-12; 1 Cor 14.10), não aprendidas, mas, são faladas de forma sobrenatural. E as línguas espirituais ou mistérios (1 Cor 14.2 cf. At 10.46), não aprendidas, tampouco entendidas, mas que glorificam a Deus quando manifestas. Sem dúvidas, o revestimento de poder é também uma porta que se abre para a manifestação genuína dos dons espirituais (At 19.6).


DEBEMOS BUSCAR A PLENITUDE DO ESPÍRITO?

A plenitude do Espírito Santo é uma dádiva para todos aqueles que creem e desejam, logicamente (Lc 11.9-13; 1 Cor 14.12). Porém, isto não significa que aqueles que não foram “batizados” não tem o Espírito Santo, isto seria ilógico e contraditório. Ademais de ter o Espírito Santo morando em nós, podemos desfrutar inteiramente de sua plenitude, através do revestimento de poder com um propósito inegável (At 1.5,8), conduzindo ao crente convertido e regenerado a uma profunda e incomparável experiência com Deus. De fato, todo crente que sente o gozo de salvação em Cristo deve anelar a plenitude de Deus em Espírito (Ef 3.16-20), vivendo uma vida de oração, obediência, temor, santidade e fé (2 Cor 7.1; Rm 16.19; 1 Ts 3.13; 4.7; 5.17,23; 1 Pe 1.15; Jd 1.20).

Por Elder Dayvid Morais
Missionário em Guayaquil, Equador.
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