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Um lugar mais comodo e maior...

     Após 7 meses, a obra do Senhor em Guayaquil segue crescendo para glória de Deus. Hoje, estamos nos reunindo em um lugar maior e mais comodo que o anterior. Oremos ao Senhor, pois o grande desafio é ter o nosso prédio próprio. Não temos prata e nem ouro, mais servimos a um Deus grande poderoso, Ele está no controle de tudo e fará conforme a sua vontade soberana. Ao Ele toda honra, toda glória e todo louvor para sempre!

Fotos dos primeiros cultos no novo local...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A Distância entre Deus e o carnaval...

     É engraçado como as pessoas falam de Deus ao mesmo tempo em que censuram a sua Palavra (Bíblia), ignorando os seus ensinamentos. É lamentável vê todo um país mergulhado numa "cultura" mal adquirida, onde as consequências maléficas são maiores que uma suposta alegria ou diversão. O carnaval faz apologia à sensualidade, homossexualismo, drogas, alcoolismo, traições e a prostituição, e isso sem falar da violência, das mortes por acidente, "da gravidez indesejada", do aborto provocado, enfim, tudo o que denigre a família, a moral e o respeito a Deus.

Estudo Bíblico: A IGREJA DO SENHOR JESUS CRISTO.

A Igreja ocupa um lugar especial e fundamental nos planos de Deus. Quando nos referimos à igreja, não estamos falando meramente do templo onde se evidenciam as reuniões e cultos, muito menos das denominações que diversificam o cristianismo em organizações. Estamos falando do povo de Deus espalhado em todos os lugares, que se reúnem para adorar ao Senhor. A igreja foi fundada e edificada pelo próprio Jesus, seguindo um contexto bíblico, histórico, social e espiritual.

CONHECENDO A IGREJA DO SENHOR

      Conceito teológico.  A palavra Igreja [Do hb. qahal, assembleia do povo de Deus; do gr. ekklesia, assembleia pública] é usada na Bíblia para designar uma comunidade que reconhece Jesus, como Senhor e Salvador pessoal, e, que se reúne com o propósito de orar, louvar e adorar a Deus, receber ensinamentos bíblicos, evangelizar e ajudar uns aos outros (At 2.47; 16.5).

      Igreja Universal. [Do lat. universale, relativo a toda a terra] Invisível formada pela comunidade espiritual cristã, que vai além das fronteiras nacionais e culturais. São cristãos procedentes de todas as nações, povos, tribos e línguas (Rm 16.16; Ap 5.9).

      Igreja local, organizada ou institucional. Visível composta de cristãos reunidos num determinado lugar para louvar e adorar a Deus (At 2.1,2). É representada diante da sociedade politicamente organizada.

      Igreja Militante. Formada pelos verdadeiros cristãos que estão em plena atividade espiritual e física (II Cor 10.3-5; II Tm 2.4,5).

      Igreja Triunfante. Formada por aqueles que já dormiram no Senhor, que já cumpriram suas missões e estão aguardando a volta gloriosa do Senhor Jesus (I Ts 4.13-17; II Tm 4.8).

QUANTO A SUA FUNDAÇÃO

      Registro Bíblico. Lendo a Palavra em Mt 16.18, entendemos claramente que o Senhor Jesus edificou a sua igreja; Sendo a cabeça do corpo da igreja (Ef 4.15; 5.23; Cl 1.18) e a principal Pedra de Esquina, a Pedra Angular (Ef 2.19-22; I Pe 2.4-9). Sua doutrina é a base fundamental (Mc 1.22), seu ministério e sua vida são os grandes exemplos a serem seguidos.
      Registro Histórico. Quanto a sua fundação, sabemos que a igreja já existia no plano e propósito divino, e o próprio Jesus já vinha preparando os seus discípulos que posteriormente seriam aqueles que ministrariam os ensinos deixados por ele. Historicamente, a primeira reunião se deu em Jerusalém, no dia de pentecostes, quando todos reunidos no mesmo lugar foram cheios do Espírito Santo, formando um só corpo (At 2.1-4; Ef 2.14).

      Símbolos que se referem à igreja. Lavoura de Deus e Edifício de Deus (I Cor 3.9), Rebanho de Deus (I Pe 5.2), Corpo de Cristo (Cl 1.18), Esposa de Cristo ou Noiva do Cordeiro (Ap 19.7,8; 21.9) e Igreja de Deus (At 20.28).

QUANTO A SUA MISSÃO

      Diante de muitos afazeres e trabalhos que podem ser realizados pela igreja, é preciso destacar as três principais funções, que juntas, formam a tríplice missão da igreja: Evangelizar (Mc 16.15), Ensinar (Mt 28.19,20) e Adorar (Jo 4.23,24).

QUANTO A SUA ESTRUTURA

      A Igreja está dividida e estruturada num plano administrativo que vai do ministério a membresia. Essa estrutura, além de proporcionar mais desenvolvimento, ordem e sustentabilidade, é fundamental para um melhor desempenho da igreja como um todo.

      Ministério: [Do lat. ministerium, cargo, ofício e função] Pastores (Bispos, Presbíteros e Apóstolos, Evangelistas, etc.) e Diáconos (I Tm 3.1-16).

      Membros: [Do lat. membrum] Conjunto dos que, por intermédio da profissão de fé e do batismo, passaram a integrar a igreja. Temos ainda aqueles que chamamos de congregados, que não são batizados, mas participam frequentemente dos cultos e reuniões.

      Bíblia Sagrada: [Do gr. biblia, livros] A Única Regra de Fé e Prática. A Palavra de Deus é nossa arma espiritual. (I Tm 3.15-17; II Tm 3.16,17).

      Batismo nas águas: É um ato simbólico (não é sacramento), e representa o pacto entre Jesus e aquele que o recebeu como Salvador pessoal. Simboliza uma manifestação pública da sua fé em Jesus, feita diante de Deus e dos homens. Simboliza a nossa morte para o velho homem, os caminhos errados, o pecado e o mundo, isto é, o início para uma nova vida com Deus (Rm 6.3,4; At 2.41-42; Mt 3.13-17).

     Ceia Memorial: [Do lat. coena] Instituída pelo próprio Jesus, é a cerimônia mais importante e solene da igreja. Tem como elementos simbólicos: O pão » corpo e o vinho » sangue (Mt 26.26; I Cor 11.23-34).

      Plano Financeiro: Pelos Dízimos e Ofertas. São recursos que igreja utiliza para se manter como uma instituição organizada e social; enviar e sustentar missionários (Ml 3.10; I Cor 9.14).

Estudo Bíblico: A PREGAÇÃO DO EVANGELHO.

A maior evidência de uma igreja prospera e abençoada é a sua visão evangelística. Uma igreja que prima pela Palavra de Deus, que tem compromisso com pregação do Evangelho, está cumprindo a missão peculiar deixada pelo seu fundador, Jesus Cristo. Sabemos que as características de evangelizar, ensinar e adorar formam a tríplice missão da igreja (Mt 28.19,20; Mc 16.15; Jo 4.23, 24). Como Igreja do Senhor, fomos chamados e capacitados pelo Espírito Santo para arrebatarmos das mãos do opressor, as almas que estão perecendo sem conhecer Àquele que pode tirar o homem do seu estado miserável (Rm 3.23) e reconduzi-lo a presença de Deus (Jo 14.6; I Tm 2.3-6).

O QUE SIGNIFICA EVANGELHO?

Etimologia. [Do gr. euangelion (transliterado), boas-novas]. As boas-novas são as notícias promissoras do cumprimento da providência de Deus para Salvação dos pecadores, que se realizou com a vinda de seu filho Jesus ao mundo (Ef 2.17,18).

Conceito Bíblico. De acordo com o apóstolo Paulo, o Evangelho é o poder de Deus para Salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).

Definição Teológica. Anúncio da Salvação oferecida gratuitamente por Deus, através de Jesus Cristo seu filho, a todos os que creem (Mc 16.15; Lc 1.77 cf. Ef 2.8,9; I Tm 2.4).

Conteúdo. Envolvem em sua natureza, elementos essenciais da vida de Jesus Cristo: Nascimento, ministério, morte e ressurreição. Desta forma, é importante ressaltar que só estaremos pregando realmente o Evangelho, se estivermos relatando a vida de Jesus, ou seja, a sua história e ensinos.

O CARÁTER UNIVERSAL DO EVANGELHO

    Quanto ao Pecado. Todos são pecadores e necessitam reconciliar-se com Deus (Gn 3.6-22; Rm 3.9-12, 23; 5.12).

Quanto à Salvação. Todos carecem de um Salvador (Jo 3.36; 8.24; I Jo 4.14). Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e o homem (Jo 14.6; I Tm 2.5,6) e em nenhum outro há Salvação (At 4.12; 16.31).

Quanto à Proclamação. É preciso anunciar ao mundo, que Deus providenciou a Salvação a todos os perdidos, através de Jesus Cristo (Lc 4.18-21; 19.10; Jo 3.16; Rm 5.8; I Jo 4.9).

O QUE É EVANGELISMO?

Definição Teológica. Evangelismo [Do gr. Evangelion + ismo] é a exposição sistemática da doutrina e dos métodos de proclamação do Evangelho de Cristo Jesus (Mt 16.14-18).

É semear. “O que semeia, semeia a Palavra” (Mc 4.14). “Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a Palavra; e dá fruto...” (Mt 13.23).

É uma pescaria espiritual. “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mc 1.17; Lc 5.10).

É uma tarefa e testemunho. É testemunhar de Cristo, levando os homens ao conhecimento da Salvação. É a obra prioritária da Igreja de Cristo.

Exemplos de evangelização. É possível realizar esta tarefa utilizando os métodos de evangelismo pessoal (Jo 4.1-42; At 8.26-40), coletivo (Lc 7.11 cf. Mc 5.24) e/ou através de concentrações de pessoas (At 2.41; 4.4; 17.15-34).

O que não é evangelismo? Fazer caridade ou dá esmolas (Mt 6.1-4), contar histórias que sensibilizam, que emocionam (Jo 16.7,8) ou realizar trabalhos sociais. Essa ideia pode ser trabalhada como um método ou forma de ajudar pessoas carentes, enquanto evangelizamos (At 6.2-4).

QUEm É o EVANGELISta?

Conceito Teológico. O Evangelista é aquele que proclama o Evangelho de Cristo, ou seja, que anuncia as boas novas. De maneira geral, todo crente tem a obrigação de pregar o Evangelho. Mas, entre os santos, alguns são escolhidos por Deus para fazê-lo de forma mais dinâmica e eficiente.

Dom Ministerial. De acordo com Ef 4.11, o ministério de Evangelista é um dom específico, que através do Espírito Santo capacita o crente a disseminar de forma extraordinária as boas novas. Filipe, por exemplo, possuía este dom. Embora designado para servir como diácono, sua verdadeira vocação era o evangelismo (At 8.5,6; 21.8).

Outro exemplo. Em II Tm 4.5, o apóstolo Paulo incentivou ao seu discípulo Timóteo que realizasse a obra de um evangelista, ou seja, tornar conhecidos os fatos do Evangelho.

características da mensagem evangelizadora

Precisa ser bíblica. É preciso estar baseada em texto e citações bíblicas em todo o seu desenvolvimento, de sorte que apresente com clareza o plano de Salvação feito por Deus para livrar o homem do pecado (II Tm 3.16,17).

Inspirada pelo Espírito Santo. O pregador não deve ser apenas um orador comum. É preciso seguir as orientações do Espírito Santo e permitir que através do seu poder e conhecimento das necessidades, nos inspire a falar não o que queremos, mas aquilo que o pecador precisa ouvir (Jo 16.8).

Precisa ser objetiva. Todo o desenvolvimento da mensagem deve constituir-se em esforços que estejam convergindo para um só ponto: “Comunicar” ao pecador a respeito dos fatos do Evangelho (Ef 3.8; 6.19).

     Precisa ser clara. O pensamento humano se comunica pela linguagem. É preciso, no entanto, que o pregador transmita a mensagem bíblica usando uma linguagem clara e compreensiva (I Cor 14.9).

Estudo Bíblico: BÍBLIA SAGRADA, A PALAVRA DE DEUS.

 A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, baseado nesta afirmação, podemos desfazer qualquer questionamento ou argumento contra as suas verdades. Ela é o nosso único manual de fé, regra e prática, capaz de nos levar a um relacionamento íntimo e seguro com o Criador. Ao conhecê-la, podemos desfrutar da glória, da graça e da unção divina que nos enche de alegria, fortalecendo os nossos corações. Ao aplicá-la, podemos experimentar o poder transformador do Espírito Santo. A Bíblia dispõe de dois propósitos primordiais em sua essência. O primeiro desígnio é revelar o Criador à criatura. Depois, conduzir a criatura ao seu Criador, criando assim, como já foi dito, um relacionamento seguro e pessoal. Estudemos, então, as verdades incontestáveis sobre a Palavra de Deus, dividindo-as em três partes: A inspiração, estrutura e a inerrância do seu conteúdo (II Tm 3.16).

A BÍBLIA: DEFINIÇÃO E ESTRUTURA

Definição Teológica. Bíblia [Do gr. biblia, coleção de pequenos livros] É a revelação de Deus à humanidade. Não é um mero depósito ou repositório das palavras de Deus. A Bíblia é a Palavra de Deus.

Expressões bíblicas. Na própria Bíblia encontramos expressões que se referem à Palavra de Deus, são: Escrituras (Lc 24.45; Rm 1,2), A Palavra de Deus (Mc 7.13; Hb 4.12), Livro do Senhor (Is 34.16), As Sagradas Letras (II Tm 3.15), A Lei (Mt 12.5), As Palavras de Vida (At 7.38). Também encontras nomes que a representam: Luz (Sl 119.115), Espelho (Tg 1.23), Água (Ef 5.26), Ouro Fino (Sl 19.10), Fogo (Jr 23.29), Martelo (Jr 23.29) e Espada (Ef 6.17).

Estrutura Geral. A Bíblia contém 66 livros, divididos em duas partes: No Antigo Testamento, 39 e no Novo Testamento, 27 livros. Temos em sua divisão total, 1.189 capítulos e 31.173 versículos. A Bíblia foi escrita num período de dezesseis séculos (aprox. 1.600 anos) e cerca de 40 escritores com as mais variadas profissões e atividades como: reis, sacerdotes, profetas, pastores, soldados, pescadores, médicos, etc., que viveram em lugares distintos e em épocas e condições diferentes. Foram dois continentes, três línguas e em várias circunstâncias – tendas, aldeias, palácios, prisões, etc. Desde e primeiro (Moisés) ao último escritor (apóstolo João), foram anos e anos, onde o Espírito de Deus inspirou e guiou todos os escritores numa só direção: A revelação divina. Ela nos revela a história humana desde a origem, está presente no nosso dia a dia e descreve com clareza e precisão todas as notícias que serão estampadas nos jornais e revistas, tornando-se é um livro único, que expressa um só sistema doutrinário, padrão moral, coerente e sem contradições.

A INSPIRAÇÃO DIVINA

A origem da Bíblia foi uma decisão própria da vontade soberana de Deus em revelar-se à humanidade através da escrita e da linguagem humana, registrando os seus feitos, atributos, propósitos e poder. Foram várias dispensações (inocência, consciência, governo humano, promessa) onde através da sua Palavra (literalmente) Deus fazia promessas, alianças e exigências, a fim de se relacionar com o homem. Até então, não havia nada escrito, até que o nosso Deus decidiu registrar os seus feitos e propósitos, daí por diante, na dispensação da lei, os grandes homens de Deus, inspirados pelo Espírito Santo, passaram a descrever as revelações, promessas, pactos e realizações do poder de Deus. Moisés foi o primeiro escritor da Bíblia, ele escreveu o Pentateuco, recebendo do Senhor revelações profundas e poderosas, tais como: a criação do mundo, da natureza e do homem, as passagens que relataram a vida de Abraão, Isaque, Jacó, sua própria história, entre outros. (Êx 17.14; 34.1,27.
De acordo com a própria Palavra de Deus, não existe dúvida quanto à inspiração divina, pois seria impossível à condição e ciência humana tanta sabedoria, poder e revelação (Jr 36.2; II Tm 3.16; II Pe 1.21; Sl 119.105,160 cf. Mt 24.35; Jo 8.32; 17.17; Hb 4.12). Nenhuma profecia das Escrituras é de particular interpretação (II Pe 1.20).

A INERRÂNCIA DO SEU CONTEÚDO

A Bíblia Sagrada é a inspirada, infalível e completa Palavra de Deus, por isso não apresenta em sua essência e conteúdo, nenhum erro histórico ou cultural, teológico ou doutrinário, muito menos, ortográfico ou científico. Visto que a Bíblia tem sido alvo muitas aberrações e heresias humanas, a doutrina da inerrância bíblica vem defender e ratificar o poder e a inspiração divina revelada na Palavra de Deus. A Bíblia é infalível tanto nas informações que nos transmite quanto nos propósitos e reivindicações que apresenta, ela inspira-nos confiança plena em todo o seu conteúdo.
Não é de hoje, que muitas seitas e religiões, até mesmo indivíduos tentam questionar a inerrância da Bíblia e a própria história nos mostra isso. Os saduceus (Mt 22.23; Mc 12.18; Lc 20.27), os gnósticos (I Tm 1.4; 4.1-5; I Jo 4.3; II Jo v.7) e várias outras. O Senhor Jesus deu testemunho da infalibilidade da Palavra de Deus (Mt 24.35). Os apóstolos enfrentaram muitos desafios para defender, esclarecer e pregar a fé diante dos hereges. Pedro escreveu que muitas pessoas sem conhecimento e inconstantes distorciam a Palavra (II Pe 3.16). Muitos se desviam da genuína Palavra de Deus (II Tm 4.2-5).
A Bíblia é necessária para conhecer o evangelho (Rm 10.13-17), para sustentar a fé (Mt 4.4; Dt 32.47), para conhecer a vontade de Deus (Dt 29.29), para santificação (Ef 5.26), para edificação (At 20.32). Suficiente, pois nenhuma nova revelação será dada além da que nos foi revelada e tudo o que o homem precisa saber para salvar-se se encontra revelado nela. Nada deve ser acrescentado ou diminuído da Bíblia (Dt 4.2; Pv 30.5,6; Ap 22.18,19). Nenhuma outra fonte é necessária além da Bíblia.

Obras Consultadas na preparação dos Estudos.

Ministério Pastoral
Autor: John Macarthur Jr.
Editora: CPAD (5ª edição – 2007).

Quem é quem na Bíblia Sagrada
Editor: Paul Gardner.
Editora: Vida (1ª edição – 12º reimp.: ago. 2010).

O Novo Dicionário da Bíblia
Editor: J. D. Douglas (Organizador).
Editora: Edições Vida Nova (2ª edição – Reimp.: 1998).

O Batismo com o Espírito Santo
Autor: Altair Germano
Editora: Arte Editorial (1ª edição – 2011).

Dicionário Teológico
Autor: Claudionor Correia de Andrade
Editora: CPAD (4ª edição – 1996/97).

Dicionário Teológico
Autor: Claudionor Correia de Andrade
Editora: CPAD (4ª edição – 1996/97).

Bíblia do Ministro, Edição com concordância.
Versão: NVI – Nova Versão Internacional
Editora: VIDA (2002).

Bíblia de Estudo Pentecostal.
Versão: Revista e Corrigida, por João Ferreira de Almeida.
Editora: CPAD (1995).

Novo Dicionário Aurélio (Versão Eletrônica)
Autor: Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
Edição: 3ª – Sendo a 1ª Impressão Positivo, revista e atualizada.
Editora: Positivo.

O Novo Dicionário da Bíblia
Editor organizador: J. D. Douglas
Tradução: João Bentes
Edição:(1995).
Editora: Edições Vida Nova

Teologia Sistemática
Autor: Stanley M. Horton
Edição:(1997)
Editora: CPAD

Teologia Sistemática
Autor: Louis Berkhof
Edição:(1990), sendo a 6ª tiragem (2000).
Publicação: Luz Para o Caminho

Lições Bíblicas (Diversas)
Editora: CPAD

Estudo Bíblico: ACERCA DOS DONS ESPIRITUAIS.

     O objetivo principal deste estudo é analisar de forma clara e coerente, a definição, distinção, atuação, propósito e a importância dos dons espirituais na edificação da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Veremos que o Espírito Santo reveste de poder, o crente que busca e se dispõe a realizar a obra do Senhor. Embora os dons sejam repartidos particularmente a cada um, o propósito inegável consiste no aperfeiçoamento da Igreja de Cristo como um todo. A maneira correta de exercer os dons e o propósito de cada um deles na edificação da igreja são pontos de extrema importância na compreensão desta doutrina bíblica.

DEFINIÇÃO E ETIMOLOGIA

Dons Espirituais [Do lat. donum, dádiva, presente + spirituale, relativo ao Espírito] São recursos extraordinários e/ou sobrenaturais disponibilizados pelo Senhor Jesus, que mediante o Espírito Santo reveste o crente de poder, a fim de, edificar e aperfeiçoar a sua Igreja, ampliar o conhecimento e realização da obra e volver a atenção dos incrédulos à realidade divina. São repartidos particularmente a cada um, segundo a vontade soberana do Espírito Santo (I Cor 12.11). São manifestos como função (atividade), onde cada dom tem atuação distinta, porém, com um único propósito (I Cor 12.6-11) e também, como carisma ou virtude (Rm 12.4-8).

Dons Ministeriais [Do lat. donum, dádiva, presente + ministeriu, cargo, serviço] Capacitação extraordinária que o Senhor Jesus Cristo, através do Espírito Santo, disponibiliza a igreja, visando o pleno exercício ministerial.

ASPECTOS FUNDAMENTAIS NO EXERCÍCIO

     Para tornar clara a compreensão acerca do propósito e da importância dos dons espirituais, é preciso analisar ponto a ponto os principais aspectos que evidenciam a manifestação dos dons no seio da igreja.

    Como se manifestam os dons. As manifestações dos dons espirituais dão-se de acordo com vontade soberana do Espírito, ao surgir a necessidade e ainda, de acordo com o desejo do crente em na busca dos dons (I Cor 12.7,11,31; 14.1).

    Entendendo a atuação dos dons. Alguns dons podem operar num crente de modo frequente (regular), ou apenas em ocasiões específicas (esporádicas) que atenda a necessidade e o bem-estar da igreja do Senhor Jesus. Ao crente é possível o exercício de mais de um dom e de acordo com a Palavra, o mesmo deve procurar com zelo os “dons espirituais” (I Cor 12.31; 14.1).

    O zelo e o cuidado com o exercício. Pensar que pelo fato de exercer mais de um dom, alguém deva gozar de “privilégios” na igreja ou até mesmo, julgar-se superior a outrem é inaceitável e maligno. O fato de exercer um dom, não coloca ninguém na posição de intocável e nem significa que Deus aprova tudo o que ela faz ou ensina. Os dons devem edificar a todos, e não somente ao indivíduo. Todos nós temos funções diferentes no corpo de Cristo, por isso, precisamos entender o relacionamento com o corpo inteiro, pois cada membro é igualmente importante. Cada um tem a sua função no exercício e atuação corporal (I Cor 12.12-26).

    Perigos que interferem a edificação da igreja. O Diabo pode imitar a manifestação dos dons espirituais, assim como também, falsos crentes disfarçados como servos de Deus (Mt 7.21-23; II Cor 11.13-15; I Tm 4.1 cf. II Ts 2.9). Não devemos dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas devemos “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (I Jo 4.1 cf. I Ts 5.20,21).

     Relacionando o louvor e a adoração com os dons espirituais. Quando adoramos a Deus em espírito e em verdade, com reverência e temor, vivenciamos um momento único diante dele (Jo 4.24). É nesse ambiente que prodígios e milagres podem facilmente acontecer, a unção é derramada e bênçãos sem medidas fluem nos corações (Ef 5.18-21 cf. Cl 3.16).

    Os Dons Espirituais e a oração. Nada substitui o tempo empregado na presença do Senhor. Não existe edificação sem oração, muito menos a manifestação dos dons espirituais (Mt 21.22; Tg 5.16; I Tm 4.5).

DONS ESPIRITUAIS: DISTINÇÃO E ATUAÇÃO

1.  Como funções. Em relação à manifestação dos dons como atividades espirituais (sobrenaturais), a Bíblia nos mostra nove dons de poder em I Coríntios 12.1-11:

1.1. Dom da Palavra da Sabedoria (Conselho sábio, orientação divina). Este dom está relacionado à busca da orientação divina, através dos conselhos e direção do Espírito Santo, afim de, atender e suprir as necessidades práticas do governo e administração da igreja. É válido salientar, que este dom nos ensina a crescer espiritualmente quando aplicamos nossos esforços ao estudo da Palavra e tomamos decisões que nos levam à maturidade (At 6.1-8).

1.2. Dom da Palavra do conhecimento (ou da ciência). Está ligado diretamente ao ensino da Palavra de Deus. Não é resultado do estudo por si só. Em sua aplicação, este dom pode incluir os segredos de Deus, os planos do adversário, bem como a revelação de fatos desconhecidos ou encobertos. Os exemplos bíblicos nos ajudarão a entender melhor a aplicação deste dom (At 5.3-10; 9.10-15; 10.17-21).

1.3.  Dom da Fé (Crer na intervenção divina, no agir sobrenatural). Não se trata da fé salvífica, mas da fé milagrosa para uma situação ou oportunidade específica e especial. Quando colocamos essa fé em evidência, o sobrenatural acontece, milagres são realizados (Mt 17.20; Lc 17.6). Este dom possui em sua essência alguns elementos que podem ser facilmente percebidos: Oração fervorosa, alegria admirável e coragem incomum. Em suma, precisamos entender que a mão de Deus se move pela nossa fé e sem ela, é impossível alcançar o milagre (Mt 9.22; Mc 10.52; Lc 17.19; Hb 11.1).

1.4. Dons de curar (Sarar mágoas e doenças físicas e espirituais). Quando apresentamos os dons espirituais, descrevemos um a um, definindo as suas aplicações. Neste caso, não se trata de apenas um dom, mas de dons de curar que se evidenciam de diversas formas e aplicações. Estes dons manifestam-se em três dimensões: Deus cura soberanamente (Is 57.18,19; Jr 30.17 cf. 33.6), o agente é usado por Deus (At 3.6-12 cf. 19.11) e por último, o enfermo precisa crer plenamente na cura (At 14.8-10,15). A manifestação não segue ordem específica ou cronológica, mas de acordo com as ocasiões. É preciso afirmar que o Espírito Santo faz a obra, Jesus Cristo é o supremo médico, e em todas as ocasiões, a glória deve ser dada exclusivamente ao Senhor nosso Deus.

1.5. Dom de Operação de maravilhas (realização de grandes feitos, milagres). Poder divino sobrenatural capaz de alterar o curso da natureza. É possível relacionar esse dom à proteção, provisão, expulsão de demônios e alteração de circunstâncias ou juízo, em tudo, o grande responsável pela manifestação deste dom é o Espírito Santo (Mt 8.24-26; 14.15-21; Jo 2.7-10; At 16.16-18).

1.6. Dom de Profecia (Edificação, exortação e consolação). Em essência refere-se a várias mensagens espontâneas, inspiradas pelo Espírito Santo, numa linguagem simples e conhecida por aqueles que assim o escutam. O propósito principal é trazer edificação especialmente na fé, exortação para avançar na fidelidade e no amor, e por fim, trazer consolação que anima e revivifica a esperança em Deus (I Cor 14.3,12 cf. At 15.32). É através desse dom, que o Espírito ilumina o progresso do Reino de Deus, revela os segredos do coração e submete o pecador ao arrependimento e convicção (I Cor 14.24,25).

1.7. Dom de discernir espíritos (Percepção espiritual). Esse dom constitui uma percepção especial capaz de distinguir, reconhecer e identificar o espírito presente e atuante em determinada ambiente ou situação. O dom de discernir espíritos opera principalmente no alerta sobre atuação de demônios (espíritos enganadores) através de falsos ensinos, seitas e heresias que supostamente revelam as coisas divinas, além de imitarem a verdadeira manifestação dos dons espirituais (I Tm 4.1 cf. I Jo 4.1-3; Ef 4.14).

1.8. Dom de línguas (Falar em línguas nunca aprendidas). Para compreender de forma clara e objetiva essa manifestação sobrenatural do Espírito, analisemos os seguintes fatos: Essas línguas podem ser “de fogo” (espirituais), humanas (At 2.3-8) ou uma língua desconhecida (I Cor 14.2). Não existe técnica ou meio de aprendizado para a manifestação sobrenatural deste dom. Nem sempre é entendida, nem por quem fala ou por quem escuta (I Cor 14.14,16). Falar em línguas traz edificação pessoal, pois é resultado de uma mútua comunhão entre Deus e o homem através Espírito Santo. Aquele a quem Deus concedeu este dom deve orar ao Senhor para que possa interpretar, pois para trazer edificação a igreja, é preciso que haja interpretação (I Cor 14.10-13).

1.9. Interpretação de Línguas (Revelação divina e tradução compreensiva). Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo de interpretar e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Essa mensagem pode conter ensino que nos elevam à adoração e oração, ou pode ser uma profecia. O resultado sempre será a edificação da igreja, por isso, quem fala em línguas deve orar para que haja a interpretação (I Cor 14.13,26).

2.  Como virtudes. Quanto à manifestação dos dons como virtudes, encontramos na Bíblia em Romanos 12.7,8 e I Coríntios 12.28: Dons de contribuição, de serviço, de exortação, de misericórdia, intercessão, louvor, entre outros (I Tm 2.1; Ef 6.18; Cl 4.12; Hb 2.12; 13.15). São dons ligados essencialmente aos ministérios.

DONS MINISTERIAIS: DISTINÇÃO E ATUAÇÃO

Em relação aos dons ministeriais, trata-se da prerrogativa e soberania de Deus em escolher alguns homens para determinadas funções. A Bíblia nos mostra em Efésios 4.11, cinco ministérios específicos:

Pastores. São aqueles recebem o chamado divino para “pastorear” as ovelhas do Senhor, ou seja, com o propósito pleno de “servir” a igreja do Senhor (I Pe 5.1-3 cf. Hb 13.17).

Evangelistas. Trata-se de um carisma específico, dado ao crente chamado para disseminar de forma extraordinária as Boas Novas, isto é, o Evangelho (II Tm 4.5; At 8.5,26-40; 21.8).

Mestres. São aqueles que se dedicam a ensinar a Palavra, não por habilidade natural, isto é, adquirida humanamente, mas por capacitação do Espírito Santo (Rm 12.7b; I Tm 4.13).

Profetas. São aqueles que falam por inspiração e revelação Divina. O ministério profético é diferente do dom de profecia porque não é esporádico e sim, um exercício diário. O crente recebe revelações do Senhor a qualquer hora, e, sobretudo, em momentos de oração e estudo da palavra (At 21.8-11).

Apóstolos. No sentido literal, a palavra “apóstolo”, significa: Enviado. Hoje, outro termo também é utilizado para designar aqueles que exercem este dom ministerial: Missionário (At 1.2; 4.33). Jesus é o nosso grande paradigma (Jo 20.21; Hb 3.1). Este ministério reúne em sua atuação, qualificações ligadas aos demais ministérios (I Tm 2.7).

A VERDADE PRÁTICA

     Os dons promovem amadurecimento espiritual através da orientação divina, revela segredos, opera milagres e prodígios, evidencia curas milagrosas, edifica, exorta, consola, nos leva a adoração, expulsa demônios, reveste o crente de poder, nos conduz a presença de Deus em espírito e nos inspira a pregar o evangelho com ousadia e intrepidez.
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